A magia do Kinect
Nunca fui viciada em vídeo-games. Sempre gostei, como qualquer outra pessoa da minha idade. Acompanhei avanços. Meu primeiro vídeo-game era um atari, isso na época em que o super nintendo já era um sucesso. O atari era herança de um tio (apenas alguns anos mais velho que eu) que havia ganhado o nintendo e cedido o velho atari aos sobrinhos. Mas logo o atari perdeu espaço e todos estavam mesmo viciados no Super Mario Bross. Não conheço nenhuma pessoa da minha geração que nunca o tenha jogado. Era a diversão da família: todos os primos se reuniam nas férias para “zerar” o super mario. E aí chegou a super geração do Play Station. Nesse, meu favorito era o Crash Bandicoot, como a maioria das mulheres, gosto de jogos de plataforma e aventura. Hoje em dia, aqui em casa temos um PS3. E agora, com ele desbloqueado, nos divertimos jogando com personagens que mais parecem atores de filmes, controlados por nós.
No entanto, já há alguns meses, me senti atraída por um brinquedo como não acontecia desde o Super Mario: o kinect. Mesmo lendo a respeito e imaginando como seria o tal jogo, só ontem consegui realmente entender a inovação que estamos vivendo. Claro que tudo começou com o Wii, mas acho que o kinect veio pra ficar e a tendência é só melhorar. O vídeo-game não lê apenas seus movimentos, mas também a intensidade deles. Ele consegue identificar a força com a qual você está jogando uma bola de boliche, por exemplo.
E fico imaginando… qual sempre foi a crítica de especialistas sobre vídeo-games e, até mesmo, computadores? O ócio e o isolamento causado por essas ferramentas. Pois bem, o kinect conseguiu combater os dois defeitos. Os jogos são tão estimulantes e divertidos que é possível se fazer horas de diversos exercícios físicos sem se cansar. E nada mais bacana do que reunir os amigos para assistir e jogar junto. Eu pensei muito sobre por que é tão bom – mesmo estando com o corpo dolorido hoje por ter jogado muito ontem, eu jogaria por horas hoje novamente. Acredito que é como quando éramos crianças. Não sei se era uma brincadeira comum a todos, mas na minha infância brincávamos muito de inventar histórias e sermos heróis ou bandidos. Imaginávamos cenários, nos escondíamos de ninguém e brincávamos por horas seguidas, cada um com seu “personagem”. Pra mim o kinect é a evolução dessa brincadeira: ele faz os cenários para você e te leva pra dentro dela. Você não mais controla um avatar. Agora você é um avatar.
Aplicações profissionais
Deixando a parte da diversão e do encantamento de lado, acredito que em pouco tempo teremos utilidades diversificadas para esse “brinquedinho”. Imaginem se um stand de um produto qualquer – apartamento, carro, outros brinquedos, óculos – ao invés de lhe mostrar o produto e te dar um monte de papel contando as maravilhas que o aquele vendedor diz que o produto tem nós pudéssemos experimentar como é. Através de algo semelhante ao kinect, pudéssemos entrar em um apartamento que ainda não foi construído, andar dentro dele, visualizar cada detalhe.
Tá, foi só uma ideia. Mas acredito que, o campo da comunicação e da publicidade, que são muito criativos, com certeza iriam criar ações muito interessantes a partir desse vídeo-game. E com isso, vender um produto ou serviço poderia ser muito mais fácil, se ele realmente fosse bom, claro…
Até por que, já pensaram em usos muitos mais complexos do que esse que estou sugerindo: “Kinect é hackeado para cirurgias a distância“
